A história completa do BPM até os dias atuais

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A história completa do BPM até os dias atuais

 

A evolução que culminou com IA (iBPMS)

BPM é conhecido e praticado , mas poucas conhecem a evolução.

BPM (Business Process Management) é a solução definitiva para muitas empresas e, por isso, líderes e organizações percebem a gestão de processos de negócios como estratégia viável para acelerar a eficiência operacional, reduzir custos e criar um back-office (atividades internas empresariais) que aumente a competitividade, as receitas e o valor entregue para os clientes. A aplicação dos conceitos relacionados à BPM está globalizada desde a sua criação. E a tecnologia incrementou muito as possibilidades nos últimos anos. Compreender a evolução das práticas de BPM ajudará você a aplicar BPM com as mais modernas tecnologias.

A história do BPM vem muito antes da digitalização dos processos. Essa evolução iniciou em 1776 e continua com alto grau de inovação. Mapear, planejar, otimizar, controlar e medir execução e desempenho dos processos são alguns dos principais focos do BPM.

Com isso em mente, chega a ser indispensável conhecer todo o processo evolutivo da BPM até chegar onde está hoje: a maior solução para otimizar processos internos. Por essa razão, a história do BPM é o tema deste artigo.

 

O que é BPM?

O BPM é uma sigla em inglês que traduzida para o português significa Gerenciamento dos Processos de Negócios e tem como objetivo criar um gerenciamento dos processos internos e externos da empresa focada na otimização de recursos e dos processos.

Por mais que soe óbvio afirmar que as empresas quererem otimizar custos e produzir mais com menos, o BPM que conhecemos hoje só foi apresentado em 2003 com o lançamento do livro Business Process Management: The Third Wave, de Howard Smith e Peter Fingar.

Antes deste livro, havia apenas variações desta abordagem disciplinar que existe hoje e, mesmo apresentando alguns resultados, eram considerados rasos.

 

História do BPM

A história do BPM começa anos antes do lançamento do livro homônimo, mais precisamente em 1776, período da Revolução Industrial e ano do lançamento do livro Riqueza das Nações, do autor Adam Smith. É nesta obra que somos apresentados aos alicerces do conceito de “workflow” — fluxo de trabalho, que evoluiu tanto ao ponto de, hoje, tratarmos de tecnologias e conceitos como RPA, Data Mining, Process Mining, Hiperautomação e CoRPA (Complementary RPA ou, em português, RPA Complementar).

Anos mais tarde, em 1911, mais um livro apresentou inovações para o gerenciamento de processos de negócios. Desta vez, Frederick Winslow Taylor produz Princípios de Administração Científica e passa a provocar a ideia da padronização e da criação de melhores equipamentos à classe trabalhadora.

Statistical Process Control

Pouco tempo depois, a Bell Laboratories sob comando de Walter A. Shewhart inicia o uso do Statistical Process Control (SPC) na década de 1920 e com isso passa a antecipar milhares de problemas antes mesmo que gerasse algum tipo de prejuízo. Até hoje, o SPC ainda é usado por milhares de empresas.

A informatização que viria a iniciar a história da BPM começa em 1941, ao Konrad Zuse criar o Z3, primeiro computador da história. A partir deste ponto, a tecnologia passou a evoluir cada vez mais rápido até chegar nos computadores conhecidos atualmente.

Em pouco tempo, os japoneses passaram a explorar a tecnologia e isso gerou uma grande evolução na indústria japonesa.

Em especial, a década de 50 foi uma época importante para o progresso do BPM. Isso em razão do Dr. W. Edwards Deming, estatístico e um dos muitos pupilos de Shewhart, ter ensinado vários empresários e gestores sobre o SPC. Deming foi o responsável pela criação do conceito PDCA (“Plan, Do, Check, Act” ou, em português “Planejar, Fazer, Verificar, Agir”) como um processo de gestão visando a melhoria contínua de produtos e processos.

Na década de 70, o Japão era referência em gerenciamento de processos e de qualidade e isso gerou outro importante salto até chegarmos ao BPM atual.

Criação do workflow

Ao perder credibilidade internacional diante dos produtos japoneses, o Estados Unidos se viu obrigado a revidar com objetivo de manter a hegemonia norte-americana no mundo empresarial e econômico. Na década de 1980 houve um importante salto no gerenciamento de processos, mais uma vez.

O primeiro deles, considerado um dos mais importantes, foi a criação do workflow ou, em português, fluxos de trabalho. Desenvolvido pela FileNet, o sistema otimiza processos internos através da digitalização do trabalho, sendo lembrado até hoje como precursor do BPMS.

Além do workflow, houve ainda a criação das Seis Sigma (Six Sigma), da Reengenharia de Processos de Negócios (Business Process Reengineering), do Planejamento dos Recursos da Empresa (ERP – Enterprise Resource Planning) e do Customer Relationship Management. Tudo entre as décadas de 80 a 90.

 

BPM que conhecemos: BPMS e iBPMS

Com a evolução digital e a democratização da internet, muitos dados passaram a ser produzidos e assim surgiu a empresa analítica Gartner, que lançou o até então inédito termo Business Process Management Suite. O BPMSsão softwares que habilitam empresas à aplicar o BPM no dia-a-dia empresarial.

Assim, as funcionalidades dos programas ajudam ainda mais na tomada de decisão a partir da análise quantitativa dos dados a respeito dos processos internos e externos da empresa.

Mesmo com a consolidação da BPM, em 2012 houve uma nova forma reger os processos das empresas com a criação da Intelligent Business Process Management (iBPM).

A evolução do BPM para o iBPMS inclui suporte para análises de dados com aplicação de inteligência artificial em aspectos gerais e específicos dos processos, facilitando aplicar BPM de forma acessível e, literalmente, inteligente em atividades simples e complexas, cruzando dados e informações diversas.

O BPM evoluiu bastante para chegar onde estamos hoje. Conhecer bem a evolução e compreender as novas formas, com novas tecnologias é fundamental, principalmente, para você colocar em prática na empresa e no time que atua.

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